Um estudo liderado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com medicamentos que são usados para tratar hepatite C mostrou eficácia contra o novo coronavírus, que causa a covid-19, doença que já infectou e matou milhões de pessoas em todo o mundo. Experimentos in vitro com três linhagens de células, incluindo células pulmonares humanas, o antiviral daclastavir impediu a produção de partículas virais do novo coronavírus que causam a infecção. O medicamento foi mais eficiente do que outros remédios que estão sendo usados nos estudos clínicos da covid-19, como a cloroquina,  e outros.

 

     O daclastavir superou também a eficiência do atazanavir, um antirretroviral utilizado no tratamento de HIV que foi testado anteriormente pelos cientistas da Fiocruz. “As análises apontaram que o daclastavir interrompeu a síntese do material genético viral, o que levou ao bloqueio da replicação do vírus. Em células de defesa infectadas, o fármaco também reduziu a produção de substâncias inflamatórias, que estão associadas a quadros de hiperinflamação observados em casos graves de covid-19”, diz a Fiocruz.

 

    Os testes mostraram que o sofosbuvir, outro remédio para hepatite, foi menos eficiente do que o daclastavir. Ele também inibiu a replicação viral em linhagens de células humanas 

pulmonares e hepáticas, mas não apresentou efeito em células Vero, derivadas de rim de macaco e muito utilizadas em estudos de virologia. Os estudos foram publicados no site de pré-print bioRxiv. Ou seja, os resultados já estão disponíveis para consulta pela comunidade científica internacional, mas ainda requerem aprofundamento e revisão.

 

     O trabalho foi liderado pelo pesquisador Thiago Moreno,

do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), em parceria com cientistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e dos Laboratórios de Imunofarmacologia e de Pesquisa sobre o Timo do IOC. Também colaboraram o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Universidade Iguaçu (Unig), Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor), Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Inovação de Doenças de Populações Negligenciadas (INCT-IDPN) e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Neuroimunomodulação (INCT-NIM).

   O Governo do Distrito Federal, por meio da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), lançou segunda-feira, 22 de junho, o Cenário Covid-19 - Índice, apresentado em gráficos e variação de cores, que retrata a evolução da pandemia e a velocidade da proliferação da doença frente à capacidade de atendimento do sistema de saúde da capital. A divulgação será diária, sempre às 19h.Baseado em experiências de outros estados e países que também enfrentam a pandemia do novo coronavírus, o novo índice é mais uma ferramenta do GDF para levar à população os dados atualizados sobre a situação da doença no DF. “Nosso quadro visa monitorar a rede e facilitar a comunicação e o acesso à informação, sem relação automática às tomadas de decisão do governo”, explicou o presidente da Codeplan, Jean Lima.Serão consideradas seis variantes no cálculo diário do índice Cenário Covid-19: o número médio de óbitos por Covid-19 nos últimos sete dias, comparado ao mesmo número médio dos outros sete anteriores; o número médio de pacientes confirmados em leitos públicos de enfermaria nos últimos sete dias, comparado à mesma média dos outros sete dias anteriores; e a equiparação das internações em leitos públicos de UTI dos últimos sete dias com os outros sete dias da semana anterior. Esses três indicadores terão peso 1 no cálculo do índice.

Com peso 2 na contagem entrarão o total de casos ativos da doença até o último dia da publicação, em comparação aos recuperados nos últimos 14 dias; e o número de leitos

públicos de enfermaria ocupados no último dia para atender pacientes com Covid-19, comparado ao número total de leitos disponíveis no DF para atender os casos. Já o número de

 

 leitos públicos de UTI ocupados em comparação ao número de leitos total de UTI para esses pacientes no DF tem peso 3 no cálculo do Cenário Covid-19.

“Nosso balizador para tomadas de decisões do governador Ibaneis Rocha, como aperto ou relaxamento nas medidas de prevenção e controle do contágio da doença, continua sendo as internações e ocupação em leitos de UTIs”, esclarece o subsecretário de Vigilância à Saúde da Secretaria de Saúde, Eduardo Hage.

A escala de indicadores vai de zero a 10 e da cor azul à vermelha, passando, na ordem crescente, pelas cores verde, amarela e laranja. A cor azul, com índice registrado em zero, indica que a pandemia está controlada e com alta capacidade de resolução. O verde, de 0,1 a 4,0, mostra que o avanço da pandemia apresenta crescimento e a capacidade de atendimento é pressionada. De 4,1 a 7,0 – faixa representada pela cor amarela – aponta que o avanço da pandemia apresenta crescimento moderado e a capacidade de atendimento está bem pressionada.

A cor laranja revela que o índice do CC-DF ultrapassou os 7,1 até os 9,0, e que o avanço da pandemia apresenta crescimento acelerado, com capacidade de atendimento muito pressionada. O nível vermelho, entre 9,1 e 10, é o mais grave e indica que a pandemia apresenta crescimento descontrolado, com a capacidade de atendimento muito próxima da saturação.

 

  

    tipo sanguíneo de uma pessoa e outros fatores genéticos podem ter ligação direta com a gravidade de uma infecção pelo novo coronavírus, de acordo com pesquisadores europeus que buscam mais pistas para explicar por que a covid-19 atinge algumas pessoas tão mais duramente que outras. As descobertas, publicadas no periódico científico The New England Journal of Medicine levam a crer que pessoas com sangue tipo A correm risco maior de desenvolver sintomas mais intensos quando infectadas pelo novo coronavírus.

 

     No auge da epidemia na Europa, pesquisadores analisaram os genes de mais de quatro mil pessoas em busca de variações que são comuns naqueles que foram infectados pelo vírus e desenvolveram casos graves de covid-19. Uma série de variantes em genes que estão envolvidos nas reações imunológicas são mais comuns em pessoas com casos graves de covid-19, descobriram os cientistas.

 

    Estes genes também estão envolvidos com uma proteína de superfície celular chamada ACE2, que o coronavírus usa para ter acesso às células do corpo e infectá-las.

    Os pesquisadores, liderados pelos médicos Andre Franke da Universidade Christian-Albrecht de Kiel, na Alemanha, e Tom Karlsen, do Hospital Universidade de Oslo, na Noruega, também descobriram uma relação entre a gravidade da covid-19 e o tipo sanguíneo. O risco de casos graves de covid-19 é 45% maior para pessoas com sangue tipo A do que pessoas com outros tipos sanguíneos, e parece ser 35% menor para pessoas com sangue tipo O

 

     "As descobertas oferecem pistas específicas sobre os processos de doenças que podem acontecer na covid-19 grave", disse Karlsen à Reuters por e-mail, observando que pesquisas adicionais são necessárias antes de as informações se tornarem úteis. "A esperança é que esta e outras descobertas apontem o caminho para uma compreensão mais abrangente da biologia da covid-19", escreveu Francis Collins, diretor dos institutos nacionais de Saúde dos Estados Unidos e especialista em genética, em seu blog nessa quinta-feira (18).  "Elas também sugerem que um exame genético e o tipo sanguíneo de uma pessoa podem fornecer ferramentas úteis para identificar aqueles que podem correr mais risco de uma doença grave".

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