Goiás gerou quase sete mil empregos com carteira assinada em fevereiro

Um dia após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontar crescimento na produção industrial, foi a vez do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados constatar sinais de recuperação da economia goiana. Pesquisa divulgada pelo Caged constata a criação de 6.849 vagas de trabalho com carteira assinada no mês de fevereiro em Goiás. No primeiro bimestre, o saldo chega a 12.202 vagas formais de trabalho, o que coloca o Estado no 6º lugar no ranking nacional de geração de emprego.

O destaque em fevereiro ficou com o setor de serviços, com 3.118 vagas criadas. Em segundo lugar ficou a agropecuária, com 2.763 vagas, seguido da indústria de transformação (1.057). O setor de extração mineral e a administração pública ficaram estáveis, enquanto a construção civil teve saldo negativo de 336 postos de trabalho.

O setor de serviços chegou a 5.916 empregos de saldo no bimestre. A agropecuária teve 4.282 vagas de saldo e a indústria de transformação, 2.612. O único setor que teve saldo negativo no período foi a construção civil, que apesar de ter 7.458 admissões em janeiro e fevereiro, fechou o bimestre com – 150 empregados formais. Já os setores extrativos minerais e a administração pública permaneceram praticamente estáveis.

Os números são particularmente significativos quando comparados aos primeiros meses do ano passado. No primeiro semestre de 2016, quando Goiás foi o Estado que mais gerou empregos no Brasil, o saldo positivo foi de 16.614 postos de trabalho formais. Portanto, em apenas dois meses de 2017, o saldo de vagas já corresponde a 73%.

Tendência da economia goiana

Os dados do Caged reforçam a tendência de retomada da economia goiana, impulsionada pela política fiscal, segurança jurídica e manutenção de investimentos pelo Governo do Estado, além dos resultados das missões comerciais lideradas pelo governador Marconi Perillo no exterior.

Conforme divulgado, dia 15 de março, pelo IBGE, a produção industrial de Goiás registrou o segundo maior crescimento do País em janeiro, no comparativo com dezembro de 2016. O índice apontou uma expansão de 2,4% na indústria goiana, enquanto a média nacional registrou queda de 0,1%, na comparação com o mesmo período. A maior alta foi registrada no Espírito Santo (4,1%).

A taxa de produção industrial de Goiás também subiu no comparativo entre janeiro de 2017 com o mesmo mês de 2016. Nesse caso, o salto foi de 8,5%. De acordo com a pesquisa do IBGE, os setores que impulsionaram o crescimento foram os de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (91%) e de produtos alimentícios (9,1%).

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