Política ao pé da letra

Crise política e judicialização tiraram 600 mil do mercado de trabalho

A recessão, a queda do preço do petróleo, a redução dos gastos do governo e a Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção envolvendo a Petrobras, empreiteiras e agentes do governo, tiveram efeito devastador no emprego. Levantamento do jornal Estado com dez das maiores empresas citadas na Lava Jato mostra que, somente entre funcionários diretos e terceirizados dessas companhias, o corte de vagas foi de quase 600 mil pessoas. Analistas apontam que o efeito foi ainda maior, quando se consideram as vagas indiretas. Empresas do setor de óleo e gás, como a Petrobras, foram afetadas pela redução da cotação do petróleo, que hoje está próxima de US$ 50 o barril. Já as grandes construtoras e incorporadoras tiveram de lidar com o alto endividamento da população, que deixou de comprar imóveis, e com a interrupção de projetos de infraestrutura, diante da deterioração das contas do governo.

 

Adiar a PEC da Previdência

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), admitiu na sexta-feira (21) que a votação da reforma da Previdência poderá ser adiada em uma semana para se ter certeza dos votos na base aliada e do entendimento da proposta, que foi muito modificada. Durante palestra em Foz do Iguaçu (PR), Maia pediu a mobilização dos empresários para que a proposta seja entendida pela sociedade e consiga apoio para sua aprovação. Maia confessou em entrevista que nem mesmo ele conhece todos os pontos do novo texto da reforma da Previdência e que Michel Temer espera contar com toda a base na votação. O atraso seria apenas para arredondar o entendimento dentro da base e não é considerado um problema dentro do Palácio do Planalto e mesmo na equipe econômica: “Pode atrasar uma semana sim a votação da reforma da Previdência. Se possível, vamos votar a matéria no dia 8 de maio, mas, se não for possível, a partir do dia 15. A verdadeira discussão começa agora. A base começa a discutir agora o texto da Previdência”.

 

De volta à cena brasileira FMI desmente Meirelles

O Brasil deve crescer 1,7% em 2018 e o Fundo Monetário Internacional (FMI) considera essa previsão se tudo der “certo” na aprovação da famigerada reforma da Previdência. Perguntado se é possível que o Produto Interno Bruto (PIB) do País avance 3% no próximo ano, como estima o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ele destacou: “Hoje, não vemos que isso ocorrerá. Mas, quando visitarmos o Brasil e fizermos uma nova avaliação sobre o País, poderemos, eventualmente, alterar a previsão, caso seja apropriado.”

 

Servidores goianos seguem atentos

Karlos Cabral (PDT) foi aplaudido em plenário ao lembrar que foi o único deputado a retirar a pauta dos servidores públicos da PEC da Maldade. O episódio ocorreu durante sessão ordinária na Assembleia Legislativa de Goiás, quando o deputado falou da emenda que apresentou à PEC do Teto dos Gastos.

 

Temer quer “Diretas Já”

Temer disse que a única solução para a grave crise da Venezuela são eleições diretas já. É uma das poucas opiniões certeiras que deu desde que assumiu o poder. Aliás, se refletisse um pouco mais, diria o mesmo em relação ao Brasil: a solução para a crise é Diretas Já.

 

Viagem (quase) secreta

O governador Marconi Perillo (PSDB) foi passar o feriado de Tiradentes nos EUA.


O embarque foi discreto, na terça-feira, 19.  Será ‘palestrante’ na Universidade de Harvard, onde já esteve ano passado em uma reunião com plateia de menos de 50 pessoas. Falará das potencialidades de Goiás e do Centro-Oeste brasileiro na Brazil Conference, organizada pela Universidade.


A discrição do tucano tem motivo: o momento em que o Estado atravessa, o que não aconselha excessos, nem alardes que possam dar margens para ataques da oposição.

 

Câmara Legislativa comemora 57 anos de Brasília com poesia, música e dança

Crianças e adolescentes dançaram hip hop, declamaram poesias e ocuparam o plenário na sessão solene em homenagem aos 57 anos de Brasília na manhã desta quinta-feira. “Sou a realidade dos traços de Niemeyer”, disse em versos a estudante da escola classe do Setor Militar Urbano, Nicole, de sete anos. Também em versos, o poeta pioneiro Nicolas Beher, traduziu seu amor à cidade: “A última coisa que quero fazer em Brasília é morrer”.


Autor da proposta, o presidente da Casa, deputado Joe Valle (PDT), destacou que Brasília é “fruto da utopia de pioneiros que acreditaram no sonho de uma capital no centro do país, capital inovadora e acolhedora”.

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