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Brasil: Temer no “Beco sem saída”

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou dia 26 de junho, ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia criminal contra o Presidente da República, Michel Temer (PMDB), e contra o ex-deputado federal, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ambos por corrupção passiva. Além da condenação por corrupção, a denúncia pede que os dois acusados percam seus cargos de função pública. Tanto Temer, como Loures, terão ainda que pagar indenização por “danos morais coletivos”. Temer no valor de R$ 10 milhões e R$ 2 milhões para Rodrigo Loures.


Janot afirma que Temer se valeu do cargo de presidente para receber vantagem indevida de R$ 500 mil, por meio do ex-deputado Rocha Loures, oferecida pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS e cuja delação desencadeou a atual investigação contra o parlamentar. De acordo com a denúncia, Temer e Loures ainda “aceitaram a promessa” de vantagem indevida de R$ 38 milhões.


Temer é o primeiro presidente no exercício do mandato a ser denunciado por corrupção. Em 1992, quando Fernando Collor foi denunciado pela Procuradoria Geral da República, já havia sido afastado do exercício do cargo por causa do processo de impeachment aberto contra ele. No entanto, Collor só perdeu de fato o mandato com a condenação pelo Senado, em dezembro de 1992, um mês após a denúncia chegar ao STF.


“Temer ludibriou os cidadãos brasileiros e, sobretudo, os eleitores, que escolheram a sua chapa para o cargo político mais importante do país, confiando mais de 54 milhões de votos nas últimas eleições”, afirmou Janor. Sobre Loures, o procurador-geral diz que o peemedebista “violou a dignidade do cargo que ocupou como Deputado Federal. A cena do parlamentar correndo pela rua, carregando uma mala cheia de recursos espúrios, é uma afronta ao cidadão e ao cargo público que ocupava. Foi subserviente, valendo-se de seu cargo para servir de executor de práticas espúrias de Michel Temer.

 

Presidente contra-ataca
Em pronunciamento no Palácio do Planalto, o presidente da República declarou que não há provas contra ele e atacou a denúncia, formulada pelo procurador-geral da República. Segundo Temer, baseada, em “ilações”. “Eu digo, meus amigos, minhas amigas, sem medo de errar, que a denúncia é uma ficção”, disse o Presidente irritado.
“Não me impressiono muitas vezes com a falta de fundamentos jurídicos porque eu advoguei por mais de 40 anos. Eu sei quando a matéria é substanciosa, quando tem fundamentos jurídicos, e quando não tem”, contra-atacou. Michel Temer acrescentou que a denúncia de Janot foi motivada por fatores “políticos”, não jurídicos, e é um “ataque injurioso, indigno, infamante à minha dignidade pessoal”. Temer disse ainda que teve “uma vida muito produtiva e muito limpa”, e que agora é “vítima dessa infâmia de natureza política.

 

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