Caiado endurece medidas contra coronavírus e garante que não tem “jeitinho” contra o vírus

O governador Ronaldo Caiado e o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, se reuniram segunda-feira, dia 16, no Paço Municipal, para firmar novas ações de prevenção ao avanço do coronavírus na capital e no Estado. Conforme decreto, que será publicado em até 72 horas, está proibida a realização de qualquer tipo de evento e de feiras livres. Também foi determinado o fechamento de lojas, como as da região da 44, e de shoppings centers.

O governador destacou a importância das medidas para conter as transmissões local e, principalmente a comunitária de Covid-19, quando já não é possível detectar o foco da disseminação. Até o momento, Goiás tem sete casos confirmados, sendo cinco em Goiânia, um em Rio Verde e um em Anápolis. Todas estas pessoas infectadas viajaram recentemente para o exterior.

“As pessoas precisam entender que isso não é vontade de A ou de B. É uma atitude preventiva. Ninguém quer tomar atitudes como essa se não fosse em resposta à qualidade de vida para as pessoas”, afirmou Ronaldo Caiado. Questionado sobre impactos financeiros, o governador reforçou que o momento é de cuidar da saúde pública e que Goiás vai recuperar os prejuízos econômicos. “Quanto mais diminuirmos os casos de contaminação, mais cedo vamos recuperar a economia de Goiás. Se nós tivermos um processo de contaminação disseminada, aí realmente o impacto financeiro será de proporções incomensuráveis”, alertou.

Quanto a possíveis negociações de empresários, que não querem fechar seus estabelecimentos e pretendem argumentar com o Estado, Ronaldo Caiado enfatizou que não existe “jeitinho” contra Covid-19 e que a prevenção é a única alternativa. “Não tenho capacidade de negociar com o vírus. Ou vamos tomar uma atitude que seja capaz de poder prevenir ou não se resolve. Não tem jeitinho”, e completou: “As regras que estão nos guiando são técnicas e científicas”.

O prefeito de Goiânia reiterou que a mudança de comportamento da população é fundamental para a impedir proliferação do vírus, principalmente para que o sistema de saúde não entre em colapso, apesar de estar apto e ter capacidade de atender os pacientes infectados. “Temos que mudar o comportamento da população para evitar consequências maiores de uma possível invasão nessa cidade, que ainda está um tanto privilegiada, desse mal que está assolando o mundo”, pontuou Iris.

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