Empresários repudiam medidas de Caiado e Mabel engrossa o coro


Empresários, líderes sindicais e pequenos comerciantes criticam o decreto de isolamento total baixado pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), na terça-feira, dia 30 de junho. O primeiro a descordar das determinações de Caiado foi o presidente da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, que procurou a imprensa para repudiar as medidas e o governo atual. Segundo Mabel, o governador não tem feito sua parte no combate ao coronavírus e, por isso, as estatísticas relativas ao Covid-19 crescem em ritmo acelerado no Estado.O empresário disse também que não há razão para restringir o funcionamento das indústrias por causa da pandemia porque os pátios industriais são “ambientes seguros”. Mabel destacou que Caiado não seguiu as recomendações do procurador da República, Augusto Aras, para que se usasse cloroquina, intromicina e outros. “A indústria é um forte apache contra a Covid. Estão tirando de um ambiente seguro para colocar em um inseguro”, criticou ao complementar que “a história vai responsabilizar Caiado por sua postura diante da pandemia”, observou.

O Presidente da Fieg afirmou que a pandemia vai separar gestores que enfrentaram a covid-19 com responsabilidade, com criação de UTIs necessárias, fechamentos parciais, protocolos com remédios precoces e outros pontos para conter a doenças. De acordo com Mabel, o governo quer agora “empurrar” a responsabilidade da crise para os prefeitos. “A responsabilidade é dos governos. Não tem como passar para prefeitos e comerciantes. Enquanto o governador toma um café da manhã farto a população perde seu emprego e passa fome”, afirmou.

O secretário-geral da Governadoria, Adriano Rocha Lima, tomou as “dores” do governador e rebateu as declarações do presidente da Fieg, após o anúncio do novo decreto estadual na tentativa de conter a disseminação da Covid-19 no Estado. O Secretário respondeu que Mabel “é um cara egoísta, egocêntrico, que pensa só no negócio dele, e segundo ele, as medidas que foram tomadas pelo Governo de Goiás levam em conta a economia e a crise sanitária. “A nossa proposta é ficar aberto 50% e fechado na outra metade. Estamos fazendo um equilíbrio. O equilibro dele é abrir tudo e que se dane o número de mortes” rebateu.

Segundo Rocha Lima, Mabel estava com esperança de abrir mais segmentos e foi contrariado com um estudo contundente de Universidade Federal de Goiás. “Não é questão de decisão do governo, é uma questão de ação, mandatória, para conter a quantidade de mortos. Agora, ficaram sem argumentos e usam desse tipo de subterfúgio para ganhar espaço na mídia, para atacar, ataque bobo e infantil”, reagiu o secretário.

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