Domingo dia de Cultura - Três Bicas 1752

 Em 1752, foi aberta ao público, a fonte de água “Três Bicas”, até hoje suas águas trazem lembranças memoráveis de um tempo distante, onde  matava a sede de homens e mulheres que construíram o nosso passado, para que hoje existisse o presente.

 

No leito de águas límpidas, quem é que pode parar os caminhos? É o rio cantando e correndo, entre folhas ao vento.  Homens e mulheres equilibram potes e vasos em suas cabeças, lavadeiras entoam seus mantras animando as crianças, que se divertem com a captura de pequenos peixes, casais de jovens se olham, distantes da severa vigilância dos seus pais.

 

Suas águas caem por uma elevação próxima de 2,80 m, em Três Bicas separadas por 1,60 m uma das outras, escorrendo pelo córrego Viégas, atravessando o Rosário para encontrar o Rio Vermelho.  Antes do sistema de água encanada em Santa Luzia (Luziânia) a fonte pública era utilizada para consumo pela população que a transportava em potes, até as residências, que eram utilizadas para tarefas domesticas higiene, limpeza e consumo.

 

Como dizia Americano do Brasil “Toda verdade vira lenda”, no imaginário popular um dito foi perpetuado de geração a geração até os dias de hoje, “águas das Três Bica, quem bebe fica”.  Uma curiosidade é que, em 1752, eram sete bicas, e com o passar do tempo ocorrendo entupimento naturais, restando apenas três, de onde vem a origem do nome.

 

Durante 198 anos as Três Bicas sobreviveram sem nenhuma alteração, recebendo sua primeira reforma por volta do ano 1950, onde foi construído uma plataforma de concreto, uma laje, com paredes de cimento, sistema de vazamento de água por três canos de ferro, por onde escorria ás águas.  E também foi construída uma caixa d´água, para aproveitamento e tratamento da água.

 

Nos anos 80 aconteceu outra reforma, sendo criado a integração da fonte das Três Bicas com uma grande praça, que ao longo dos anos foi ficando démodé para os gostos mais “requintados”.  E de uma reforma em outra, as características das Três Bicas ficaram somente na lembranças e saudade daqueles que muitas vezes são taxados de saudosistas.

 

 

“Sem a cultura, e a liberdade relativa que ela pressupõe, a sociedade, por mais perfeita que seja, não passa de uma selva.  É por isso que toda a criação autêntica é um dom para o futuro”.

                                                                                                                                                                                                                                Albert Camuns

 

Fontes:

- Curiosidades da Cidade de Luziânia – Geraldo Majela Pereira

- Dez contos desordenados – Gelmires Reis

 

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