Cirurgiã-dentista é a primeira voluntária a experimentar vacina de prevenção à covid-19


A coordenadora de odontologia do Hospital São Paulo, Denise Abranches, 47 anos, profissional da área da saúde e sem anticorpos para a covid-19, é a primeira voluntária brasileira a receber a possível imunização contra a pandemia no Brasil. A cirurgiã-dentista, atua na UTI do Hospital São Paulo, e o contato direto com a saliva infectada de pacientes, a expõe diariamente ao risco de contrair o coronavírus.

A vacina da universidade inglesa, de Oxford, foi produzida com a junção de proteínas do Sars-Cov-2 e o adenovírus inativado. Na terceira e última fase de testes, a ideia é descobrir se a vacina produz uma resposta de memória imunológica nos pacientes testados. Em outras palavras, no organismo da cirurgiã pode estar circulando uma das possíveis saídas para a maior pandemia do século. Por se tratar de um estudo randômico, Denise não sabe se está de fato imunizada ou se recebeu um placebo. O sorteio e o senso de responsabilidade não lhe rendem preocupações.

O combate ao novo coronavírus tem proporcionado momentos difíceis não só para os profissionais da saúde, mas toda uma nação que vive atualmente amedrontada. O gesto de cirurgiã-dentista é uma doação de amor ao próximo e a vida de todos, uma vez que beneficia também profissionais administrativos, secretárias, diretores, profissionais da limpeza, cozinheiros, ou seja, toda uma comunidade hospitalar. A esperança de todos brasileiros é que a vacina seja colocada em prática o mais rápido possível. O vírus não veio tirar férias, ele veio para ficar e temos que nos acostumar com a sua presença entre nós.

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