Distrito Federal e Goiás avançam no processo de retomada da economia

 Desde que a pandemia do novo coronavírus impôs ao País o isolamento social (marco), para tentar conter o avanço do número de casos e mortes por covid-19, os governos dos  estados brasileiros e do Distrito Federal criaram planos que definem a retomada gradual das atividades econômicas. Em linhas gerais, todos os planos levam em consideração questões como número de infectados, de óbitos, de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) disponíveis e de respiradores. A maioria dos estados também classificou as atividades de acordo com a importância econômica e o risco de disseminação do vírus que apresentam. No Distrito Federal e em Goiás, não foi diferente, veja com se apresenta a situação nas duas localidades.

Distrito Federal

Desde a quarta-feira, dia 15 de julho, foi autorizada a reabertura de bares e restaurantes na capital do País, dando continuidade ao plano de reabertura do Distrito Federal. Os estabelecimentos não poderão ter música ao vivo, nem eventos em geral. Entre as obrigações fixadas estão a higienização de mesas, cadeiras e cardápios regularmente, disposição das mesas a pelo menos dois metros, umas das outras, limite de seis pessoas por mesa, disponibilização de talheres em embalagens individuais, além de funcionamento com 50% da capacidade e restrição ao serviço de autoatendimento ou self-service.

No dia 07 de julho, voltaram a funcionar salões, barbearias e academias. Os proprietários de salões de beleza devem higienizar as cadeiras de uso regular, distribuí-las de modo a garantir o espaçamento de dois metros entre os clientes, esterilizar todos os equipamentos após cada atendimento, empregar toalhas e lençóis de uso exclusivo e privilegiar a ventilação natural. Para as academias, as obrigações incluem higienização dos aparelhos de uso coletivo, proibição do uso de bebedouros e chuveiros, delimitação do espaço onde cada pessoa pode se exercitar, respeito à distância mínima de dois metros, proibição de aulas coletivas e fechamento de uma a duas vezes por dia, por 30 minutos, para limpeza geral.

Para os estabelecimentos comerciais em funcionamento foram elencadas obrigações de saúde em geral, como garantia do distanciamento entre os clientes, utilização de equipamentos de proteção individual, revezamento dos trabalhadores, proibição de pessoas do grupo de risco nas equipes de trabalho, disponibilização de álcool em gel 70%, higienização dos estabelecimentos e banheiros, uso de máscaras de proteção facial e aferição da temperatura de trabalhadores e clientes.

O decreto do governador Ibaneis Rocha também permitiu a volta das aulas presenciais. No dia 27 de julho, entram no cronograma de reabertura as escolas, universidades e faculdades da rede privada. Em 03 de agosto, ficam autorizadas as instituições de ensino da rede pública. Para estas, haverá um retorno gradual, começando com as do ensino médio e indo para as séries anteriores, até chegar ao infantil. No entanto, após críticas do Sindicato dos Professores e de entidades médicas, o governo disse que a data de início das aulas presenciais na rede pública ainda não foi definida e que o calendário será discutido com entidades representativas de trabalhadores da área.

Em Goiás

O governo do estado voltou permitir a flexibilização do isolamento social essa semana, com base no Decreto n° 9.685, editado em junho, que instituiu a quarentena intermitente no estado, com duas semanas de suspensão de atividades e duas semanas de permissão de funcionamento. A quarentena mais rígida vigorou até o último dia 13 de julho. Nesta etapa, apenas o funcionamento das atividades essenciais estava autorizado.

A partir do dia 14 de julho, o comércio não-essencial em Goiás passou a funcionar, incluindo bares e restaurantes, que podem operar com no máximo 50% da capacidade. Igrejas e templos para celebrações religiosas também puderam voltar a funcionar por mais 14 dias. Independentemente da flexibilização da quarentena, algumas atividades continuam suspensas pelo decreto estadual nas duas fases da quarentena intermitente, tais como eventos públicos e privados que geram aglomeração de pessoas; aulas presenciais nas instituições de ensino público e privada; cinemas, teatros, bares, boates, academias e salões de festa/jogos.

Apesar do decreto estadual da quarentena intermitente, em Goiás as prefeituras municipais vêm adotando suas próprias regras de isolamento social. Em Goiânia, por exemplo, o prefeito Iris Rezende afirmou que manterá a quarentena flexível mesmo após o fim do período de 14 dias previsto pelo governo estadual. Em Aparecida de Goiânia, segunda cidade mais populosa do estado, há um decreto municipal com regulação própria para o funcionamento do comércio, o que também ocorre em Anápolis, terceira maior cidade goiana. 

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