Pleito deste ano tem presença expressiva de miliares postulando cargos políticos


Conhecidos pela postura rígida, disciplina e apreço pela hierarquia, os militares sempre tiveram destaque na história política do país, com presença notada nos mais variados nichos da gestão pública. Recentemente, com a eleição do presidente Bolsonaro, a figura ganhou proporções ainda maiores. O Presidente da República, que é capitão da reserva, tem diversos militares em cargos na base de seu governo. Segundo um levantamento feito pela CNN Brasil junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), em julho deste ano, 6.157 militares ocupavam cargos no Poder Executivo.

Em Goiás, a presença dos militares na política também é sentida com um número expressivo dos que pretendem concorrer às eleições municipais deste ano, previstas para novembro. De acordo com relatório, o pleito eleitoral que elegerá os novos prefeitos e vereadores dos municípios goianos, até o momento, tem 23 pré-candidatos militares concorrendo às prefeituras e 41 às câmaras municipais.

São soldados, majores, tenentes, coronéis, cabos e até comandantes dispostos a tentar uma vaga no Executivo ou Legislativo. Mas os fardados pretendem entrar na política de forma mais planejada e estratégica, por meio do treinamento oferecido por um projeto instituído no âmbito da Associação dos Subtenentes e Sargentos do estado de Goiás (Assego).

O projeto tem como objetivo de identificar, selecionar, capacitar e impulsionar policiais militares e simpatizantes para a disputa eleitoral deste ano. Segundo a Assego, existe a necessidade de representatividade mais sólida, pela pulverização de candidaturas, amadorismo e falta de condições técnicas desses candidatos. De acordo com a associação a ausência de planejamento político a longo prazo consequentemente causa o enfraquecimento político dos militares.

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