Empresário Mabel é alvo de operação que apura fraudes no Ibama


O presidente da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg) e ex-deputado federal, Sandro Mabel, foi um dos alvos da Polícia Federal na operação Tokens, que investiga fraudes em certificados digitais de fiscais e gestores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Sua propriedade no município de Canabrava do Norte, em Mato Grosso foi alvo de mandado judicial em Goiânia. A Fieg informou que não vai se manifestar sobre a operação.

A Justiça expediu outros cinco mandados de prisão para cumprimento em Goiás. De acordo com a PF, os alvos são integrantes de dois núcleos: falsificadores e estelionatários. Eles agiam em um esquema para beneficiar donos de terras embargadas na região chamada de Amazônia Legal. A estimativa é de que a fraude tenha causado um prejuízo de R$ 150 milhões para a União, em multas não pagas e descumprimento de embargos em áreas ambientais.

A operação foi deflagrada na terça-feira, dia 15 de setembro. Os agentes também executaram quatro ordens de prisão em Goiânia e uma em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana. No estado foram cumpridos mandados de busca e apreensão - na capital (8), Aparecida de Goiânia (1) e Caldas Novas (1), no sul do estado.

Também foram cumpridos mandados em Tocantins, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal. De acordo com a PF, foram constatados 122 desembargos (desinterdição de propriedade) irregulares em nome 54 pessoas físicas e empresas. Os nomes dos alvos não foram divulgados, mas segundo a PF os presos tinham como função falsificar documentos de verdadeiros servidores do Ibama e, de posse desses, obter certificados digitais (tokens) para desembargar propriedades autuadas e emitir certidões negativas.

Os envolvidos podem responder por crimes contra o meio ambiente, estelionato, uso de documento falso, alteração de sistemas de dados, descumprimento de ordens de embargos, prevaricação (funcionário público que age por interesse próprio no exercício do cargo) e corrupção. As penas podem chegar a 12 anos, além de multa.

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