Lacen reafirma redução no número de casos da doença no Distrito Federal


A quantidade de análises sorológicas para detecção do novo Coronavírus realizadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do DF (Lacen) apresentou queda, pela primeira vez, desde o início da pandemia. Em setembro foram produzidos 17.374 resultados dos testes para a doença, enquanto que em agosto foram 30.652, queda de 43,3%. A tendência de queda continuou em outubro. Hoje, já quase fechando a primeira quinzena do mês, foram realizados 5.828 resultados, o que representa apenas um terço do que foi produzido em setembro, mês em que o número de análises já estava em queda.

Os dados foram apresentados pela diretora do Lacen, Grasiela Araújo da Silva. O laboratório é responsável pelo diagnóstico das amostras RT-PCR coletadas em todas unidades de saúde pública do DF. “A queda na quantidade de exames de Covid-19 a serem analisados indica estabilidade da doença no Distrito Federal”, ressalta Grasiela, prevendo que a redução das análises continue nas próximas semanas.

O trabalho, porém, não diminuiu. “Continuamos trabalhando 24 horas e com prazo de resultado de até um dia”, afirmou. “Os servidores do Lacen permanecem empenhados em todo o processo, desde a distribuição dos kits de coleta, o transporte das amostras, o recebimento do material e a análise até e o diagnóstico final”.

O Laboratório Central é referência no Distrito Federal. São seis gerências e 12 núcleos, que atuam na análise de produtos diversos como água para consumo humano, alimentos, medicamentos, cosméticos e saneantes.

O subsecretário de Vigilância à Saúde (SVS/SES), Divino Valero, destaca o compromisso dos profissionais que trabalham no local. “O Lacen é o nosso ponto de resposta”, garante. “Daqui saem as análises que nos permitem adotar as práticas mais adequadas na Saúde Pública. Quando se fala em inovação e tecnologia, nós temos no Lacen as melhores equipes. São servidores de diversas áreas empenhados em apresentar os resultados”, disse Valero.

A taxa de transmissão da Covid-19 tem apresentado queda no Distrito Federal. No início da pandemia a taxa estava em 3,10, o que significa que uma pessoa infectada transmitia a doença para três outras pessoas. Em setembro caiu para 0,82. Quando o índice fica abaixo de 1,00 as autoridades de saúde consideram que a situação está estável.

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