Partidos e Coligações querem barrar pesquisas inconsistentes e fantasiosas


Partidos e coligações de alguns candidatos a prefeito de municípios goianos do Entorno do Distrito Federal estão sendo prejudicados por pesquisas de intenção de votos inconsistentes, fantasiosas e que não revelam a vontade do eleitor. Em Cristalina e Luziânia foram veiculadas em redes sociais pesquisas tendenciosas para favorecer alguns candidatos a prefeito desses dois municípios, mas a Justiça eleitoral está agindo e punindo partidos e coligações que infringirem a legislação.

Em Cristalina o atual prefeito e candidato à reeleição do município, Daniel Sabino Vaz (DEM), e o candidato a vice-prefeito Luís Otávio Biazoto Massa (Cidadania) foram obrigados a excluir de suas redes sociais, em 24 horas, todas postagens relacionadas ao assunto. O Tribunal Regional de Goiás, cartório da 036ª Zona Eleitoral de Cristalina, decidiu favoravelmente pela ação movida pela Coligação Fazer Cristalina Grande Novamente, na qual é alegada a inconsistência de uma pesquisa de intenção de voto realizada pela Real Time Big Data.

Os requerentes ainda pontuaram que a pesquisa não apontou bairros ou regiões da cidade onde foi realizada a coleta de dados e não houve indicação dos candidatos concorrentes ao pleito, ficando ausentes de seus questionários os candidatos Olivar Caetano e Wanderlei Bennati. Nos argumentos, os representantes da Coligação ressaltaram que, diante da omissão, os resultados sequer poderiam ser registrados para efeito de divulgação.

Em Luziânia a coligação Junto para Mudar Luziânia (que tem Diego Sorgatto (DEM) na cabeça da chapa majoritária, e Ana Lúcia, como candidata a vice) já veicularam algumas postagens de intensão de votos em desfavor de outros candidatos, revelando dados irreais e inconsistentes, absolutamente, fora da realidade do município. Em uma dessas postagens, a coligação informa 45 pontos percentuais de vantagem sobre a candidata professora Edna, da coligação Juntos Podemos Mais, sua principal adversária nessas eleições. Por enquanto, nenhuma ação foi movida contra a coligação infratora, mas já se sabe que os advogados da candidata professora Edna estão providenciando medidas para barrar as fake news e a enganação.

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