MPE desarticula grupo criminoso que produzia e divulgava pesquisas fraudulentas

O Ministério Público Eleitoral desarticulou nesta quinta-feira, dia 05 de novembro, um grupo suspeito de produzir e divulgar pesquisas eleitorais fraudulentas em Goiás. A investigação realizada pelo MPE teriam identificado que a empresa IPOP-Cidades & Negócios produziu e divulgou 349 pesquisas suspeitas em 191 dos 246 municípios goianos desde a sua criação em fevereiro deste ano, o que representa, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, o maior número de pesquisas realizadas nestas eleições em todo o País.

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão expedidos pelo Juiz Eleitoral da Comarca de Alvorada do Norte, Pedro Henrique Guarda Dias, nos municípios de Goiânia e Aparecida de Goiânia, na sede da empresa, e nas residências do proprietário do IPOP, Márcio Rogério Pereira Gomes, e da estatística Karen Cristina Alves Pessoa. Conforme foi apurado, Márcio Rogério, atuou desta mesma forma em mais de uma centena de municípios do Estado de São Paulo, valendo-se de uma outra empresa por ele criada à época para produzir e divulgar pesquisas fraudadas. Ele responde a dezenas de processos cíveis e criminais na Justiça Eleitoral paulista, já tendo sido condenado em vários deles. Com a descoberta de sua atuação em São Paulo, migrou para o Estado de Goiás, em 2020, onde criou a empresa IPOP com o mesmo objetivo.

Em vários municípios goianos multiplicam-se ações na Justiça eleitoral que requerem a suspensão da divulgação de tais pesquisas, o que já foi deferido em muitas delas com o objetivo de preservar a transparência e legitimidade do processo eleitoral. As fraudes consistem em produzir pesquisas que não refletem a realidade das intenções de voto dos eleitores, com desobediência dos requisitos exigidos na legislação eleitoral, em bairros inexistentes e com oferta criminosa de manipulação de dados em favor de candidatos.

Pesquisas enganosas

 

Desde as últimas eleições que institutos de pesquisas vem perdendo credibilidade com seus levantamentos. Essa crise de idoneidade é atribuída, em parte, pelas medições realizadas durante as eleições e que não condizem com o boca a boca e as discussões políticas. Mas esse descrédito também é alimentado pelo surgimento de empresas que não têm suas atividades relacionadas a estatísticas e despertam desconfiança. Como estamos há poucos dias do pleito, já se vê a crescente propagação de números que apontam a preferência do eleitorado, muitos são resultados de metodologias fraudulentas que se misturam às fake news.

A cada temporada eleitoral há uma enxurrada de pesquisas e acompanhar esses dados a cada dois anos virou parte da vida do eleitor. Ao mesmo tempo, como tudo que envolve política, as pesquisas geram desconfianças. Ainda mais quando são tantas, como ocorre em Goiás (Estado que mais promove pesquisas de intenção de voto). A verdade é que em cada eleição sempre surge novas empresas cujo atividade principal não está relacionada a pesquisas e estatísticas, mas acabam divulgando números eleitorais. Essas empresas que não têm como fim as pesquisas são responsáveis pela maioria das fraudes na apuração da intenção de voto do eleitorado.

 

 

Compartilhe no Facebook
Compartilhe no Twitter
Please reload

Circulação dirigida em Brasília, municípios goianos do Entorno do Distrito Federal e Goiânia. As matérias assinadas não representam, necessariamente, o ponto de vista deste jornal, sendo estas de responsabilidade de seus autores.

Matriz (Brasília): Qd. 2, Conjunto G, Casa 25, Candangolândia - CEP 71725-207 / Sucursal (Luziânia): Rua Padre Primo, sala 03, nº 67, Centro


Editora Comunicação e Marketing Ltda - Fone: 61 9 8124-1033 CEP 72800-620

  • whats
  • Facebook - Grey Circle
  • Twitter - Grey Circle
  • YouTube - Grey Circle
  • Instagram - Grey Circle