Alguns obstáculos emperram pedido de impeachment do Presidente Bolsonaro



Após as denúncias de possíveis ilegalidades no contrato de compra da vacina indiana Covaxin, contra covid-19, cresce a pressão pelo impeachment do Presidente Bolsonaro, com manifestações contra seu governo em algumas regiões do país. Apesar do aumento do desgaste de Bolsonaro, e da recente apresentação, por parte da oposição, do chamado "superpedido de impeachment", alguns fatores emperram a abertura de um processo para cassar o Presidente da República.

Alguns cientistas políticos apontam como principais obstáculos, a aliança de Bolsonaro com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) (única autoridade que pode iniciar o procedimento), a falta de votos suficientes entre os deputados para dar aval a um processo de cassação no Senado, e a dimensão ainda insuficiente de atos nas ruas capazes de pressionar os parlamentares a mudar de posição.

A tudo isso acrescentam-se fatores, como a falta de provas que confirmem cabalmente as denúncias de pedidos de propina dentro do Ministério da Saúde, a proximidade cada vez maior das eleições de 2022, já que estamos a véspera do pleito presidencial, e portanto, os brasileiros podem opta


r ou não pela permanência de Bolsonaro na cadeira de Presidente da República.

Os obstáculos que hoje protegem o mandato do Presidente Bolsonaro (apesar de já terem sido apresentados centenas de pedidos de impeachment) são suficientes para emperrar o afastamento definitivo de Bolsonaro. Entre os vários argumentos os denunciantes acusam o presidente de cometer crimes de responsabilidade na condução da pandemia de coronavírus, de ter participado em 2020, de atos que pediam o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF) e ainda, de supostamente interferir em instituições de investigação, como a Polícia Federal.




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