Após impasse Lira e oposição tentam selar acordo para formação da Mesa Diretora


Após impasse entre o novo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e partidos de oposição, líderes de sigla anunciaram na terça-feira, dia 02 de fevereiro, quais partidos poderão indicar nomes para concorrer aos demais cargos da Mesa Diretora.


A nova votação ocorrerá nesta manhã de quarta-feira, dia 03 de fevereiro. Os partidos definirão os candidatos, de acordo com a seguinte distribuição: 1ª Vice-Presidência: PL, 2ª Vice-Presidência: PSD, 1ª secretaria: PSL, 2ª secretaria: PT, 3ª secretaria: PSB, 4ª secretaria: Republicanos, 1ª suplência: PDT, 2ª suplência: DEM, 3ª suplência: PV, 4ª suplência: PSC

De acordo com regimento da Câmara dos Deputados, a formação dos blocos parlamentares influencia diretamente na distribuição dos cargos da Mesa Diretora, porque as maiores bancadas têm o direito de fazer as primeiras escolhas dos cargos. Em geral, os blocos são desfeitos logo após essas definições, para que os partidos voltem a ter suas lideranças individuais. Apenas o cargo de presidente da Casa admite candidaturas avulsas de qualquer partido ou bloco.

Assim que assumiu a cadeira da presidência da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL) tornou sem efeito o registro do bloco que apoiava a candidatura do deputado Baleia Rossi (MDB-SP) por suposta irregularidade no registro de partidos. Segundo Lira, PT, PDT e PSB registraram adesão fora do prazo ao bloco que reuniu PT, MDB, PSB, PSDB, PDT, Solidariedade, PCdoB, Cidadania, PV e Rede. Esses partidos alegaram problemas técnicos para enviar o pedido de formação do bloco cerca de 20 minutos antes do prazo final, ao meio-dia de segunda-feira, dia 01 de fevereiro.

O então presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), aceitou o argumento e deferiu a formação do bloco. A decisão, no entanto, provocou discussão entre os líderes de partidos e gerou um atrito entre Maia e Lira durante a reunião preparatória para a eleição da Mesa Diretora.


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