Bolsonaro condena atitude de Kajuru em divulgar conversa reservada



A apoiadores que aguardavam Bolsonaro na saída do Palácio da Alvorada, o pesidnte da República reclamou da falta de descrição do senador Jorge Kajuru, que gravou e divulgou conversa reservada, entre ele e Kajuru, na qual trataram da ampliação do escopo da CPI da Covid. “Eu fui gravado numa conversa telefônica, tá certo? A que ponto chegamos no Brasil aqui?” No diálogo, divulgado pelas redes sociais de Kajuru na tarde de domingo, dia 11 de abril, o Presidente Bolsonaro defende que o parlamentar peça a ampliação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para que os governadores e prefeitos também sejam investigados.

Bolsonaro voltou a criticar medidas tomadas por governadores e prefeitos para conter a disseminação do vírus, tais como o fechamento do comércio, e os chamou de “protótipos de ditadores. “Tem que restabelecer o direito de ir e vir no Brasil, né?”, afirmou. “Problema aqui é mais sério do que se possa imaginar, tá pessoal? Nós estamos vendo alguns protótipos de ditadores por aí fazendo barbaridades em seus estados”, diz Bolsonaro na conversa.

A relação entre o Governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o Presidente da República, Jair Bolsonaro, sempre foi instável. Em 2018 quando elegeu-se governador de Goiás, Ronaldo Caiado era unha e carne com Bolsonaro, a ponto de indicar para o Ministério da Saúde o democrata sul-mato-grossense, Luiz Henrique Mandeta, considerado calouro de Caiado na Faculdade de Medicina.

O romance durou pouco e em 24 março de 2020, Caiado rompeu publicamente com o Presidente Bolsonaro em um pronunciamento divulgado na imprensa nacional. Na oportunidade, Caiado anunciou que não conversaria mais com Bolsonaro e que o estado de Goiás não atenderia suas determinações sobre o combate ao coronavírus.

A entrevista concedida pelo então Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandeta à TV Globo, divulgada no Fantástico foi gravada no Palácio das Esmeraldas, sede do governo goiano com o aval de Ronaldo Caiado. O Planalto interpretou que a entrevista concedida por Mandeta ao Fantástico foi um ato de alta traição ao presidente e Mandeta foi demitido.

Agora, com a possível ampliação do objeto da CPI no Senado, o Governo de Goiás que recebeu vultuosos recursos para o combate à pandemia terá que prestar contas de como o dinheiro público foi utilizado. Será a primeira prova de fogo do governo Caiado, pois em Brasília há um antigo ditado que vem sendo replicado no Congresso Nacional que diz: “CPI você só sabe o jeito que começa”.

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