Caiado vai comprar vacina mas goianos querem aplicação somente em Goiás



O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), disse a imprensa goiana na quinta-feira, dia 25 de fevereiro, que o governo do Estado vai adquirir vacinas de combate a covid-19 e que serão inseridas no Plano Nacional de Imunização, gerido pelo Ministério da Saúde. A declaração de Caiado deixou muitos deputados goianos indignados, inclusive, o presidente da Assembléia Legislativa de Goiás, Lissauer Vieira, que defende a compra do imunizante para ser aplicado em território goiano.

Segundo Caiado a compra das vacinas será possível porque o Supremo Tribunal Federal deliberou na terça-feira, dia 23 de fevereiro, que os Estados e Municípios podem em caso de ‘ameaça’ adquirir seus próprios imunizantes, caso o Governo Federal não consiga atender os entes. O governador disse ainda que Goiás tem mantido contato diário com o laboratório Astrazeneca para a aquisição de 1 milhão de doses de vacinas contra o Coronavírus a um custo médio de R$60,00 para cada dose.

O governador planeja investir R$60 milhões para a compra emergencial para apoiar a vacinação nacional. Para formalizar a aquisição foi necessário a solicitação de um crédito extraordinário junto à Assembleia Legislativa. Após essa aprovação, o governo irá dar sequência ao diálogo para concretizar o negócio e Caiado explicou que os imunizantes irão entrar no Plano Nacional de Distribuição.

“Eu solicitei um crédito extraordinário par a Assembleias Legislativa. Esse crédito eu posso repor imediatamente até porque o governo federal destinou 20 bilhões de reais no momento em que todos nós aderimos ao PNI. Goiás tem o direito de ser ressarcido e naquele momento essa vacina toda que vem em nome do Estado de Goiás, ela indiscutivelmente, como a que vier para qualquer município e estado, entrará dentro do Plano Nacional de Distribuição feita pelo Ministério da Saúde. É assim que será”, destacou Caiado.

O governador destacou que era inconcebível de sua parte ir burlar o Plano Nacional de Imunização e por isso iria somar forças à ele como chefe do executivo estadual. Para ele não há espaços para que um Estado se considere melhor que o outro. “Em primeiro lugar, porque vida pra mim, como médico que sou e governador do Estado que sou, vida não tem valor ponderal, não é a vida do cidadão que mora no município rico de Goiás valendo mais do que a vida do cidadão que mora no município pobre do Estado de Goiás”, argumentou.



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