Hospital fechado - De quem é a culpa? do governador Caiado ou de Pazuello



O ex-ministro da saúde, Eduardo Pazuello, disse em depoimento na CPI da Covid, no Senado, que o governo de Goiás fechou o hospital de Campanha de Águas Lindas de Goiás. As declarações do ex-ministro joga toda responsabilidade, pelo fechamento da unidade, no governador de Goiás, Ronaldo Caiado. O hospital, que custou R$ 10 milhões, funcionou por apenas quatro meses no atendimento aos pacientes com o novo coronavirus.

Pazuello foi enfático ao assegurar que não mandou fechar o hospital e que o pedido partiu do governo goiano. "Nós não mandamos fechar nenhum hospital. Isso aí veio pela própria demanda do estado. Mas mandar fechar, nós nunca mandamos", disse.

O governo Caiado, por sua vez, rebateu as declarações de Pazuello e informou que a decisão de fechar aquela unidade médica partiu do Ministério da Saúde. Segundo nota da Secretaria de Saúde de Goiás, o governo Caiado solicitou duas vezes ao governo federal para que a unidade daquele município goiano funcionasse até dezembro do ano passado, mas que o pedido foi ignorado.


A estrutura foi inaugurada no dia 5 de junho, com a presença do presidente Bolsonaro e o governador Ronaldo Caiado (DEM). No dia 14, a primeira paciente foi transferida para a unidade. Após quatro meses de funcionamento, ele foi desativado, em outubro de 2020. Durante o tempo de funcionamento, o hospital, que tinha 200 leitos, recebeu 771 pacientes. Destes, 480 se recuperaram da doença e 254 morreram. Durante o processo para desativação, 37 pacientes que ainda estavam internados foram transferidos para outras unidades de saúde.






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