Medidas de restrições sanitárias "sepultam" CNPJs sem distinção



O fechamento temporário do comércio para combater a circulação do novo corona vírus, pode salvar vidas humanas, porém, não evitará a “morte” de empresas que já vem “cambaleando” há muito tempo com as chamadas restrições sanitárias de combate a covid-19 impostas por governos estaduais e municipais de todo País. O sepultamento dos CNPJs atinge a todos sem distinção, desde a grande, média e pequena empresa em diversos setores e segmentos de nossa economia.

O fechamento por tempo indeterminado da academia Athletics Sports, em Goiânia, é mais um marco triste da pandemia em Goiás. Em funcionamento há 30 anos e localizado em ponto nobre, no Setor Bueno, em Goiânia, o estabelecimento era um dos destaques do ramo de atividades físicas da cidade. Esse drama também é vivido por milhares de empresários no atual momento. As medidas de restrição ao comércio e à circulação de pessoas têm funcionado como duros golpes em todo o ramo de prestação de serviços e levado ao fim dessas atividades.

Diante de todo esse quadro de falências, pesa também para os empresários, a noção de incerteza em médio e em longo prazos. A alta contaminação em todo o País e a falta de uma vacinação eficaz jogam mais interrogações. Isso referenda o cenário de completa incerteza sobre como evoluirá o quadro da pandemia no Brasil – já que não há nenhuma sinalização positiva, muito pelo contrário – e aumenta ainda mais a apreensão de todos os setores da economia.

O setor de prestação de serviços ligado ao entretenimento, à cultura e ao bem-estar físico é o que mais tem padecido com a situação. No mês passado, outra referência de seu setor anunciou que não abrirá por tempo indeterminado: o Bolshoi Pub, uma das casas de shows mais antigas da capital do Estado (com 17 anos de atividade), voltada para o público de pop-rock nacional e internacional.

O presidente Bolsonaro, no começo da pandemia, já previa esse tenebroso quadro econômico em nossa economia. Entretanto, ironicamente, se negou a fechar acordo de compra de 75 milhões de vacinas (isso apenas com a Pfizer) ainda em agosto, causando o atraso no início da vacinação – e mandando o Brasil para o fim da fila de muitas aquisições –, ele também é grande responsável: a prova é que países que apostaram logo na compra dos imunizantes, como os Estados Unidos, o Reino Unido, Israel e até o vizinho Chile, veem a esperança de um segundo semestre bem mais tranquilo.

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