O agronegócio é capaz de matar a fome de bilhões de pessoas e salvar o planeta

por Eládio Carneiro.




Reportagem publicada na revista Forbs anuncia o reconhecimento da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima de que a agropecuária brasileira ajuda a salvar o planeta e a matar a fome de bilhões de pessoas.

Esse reconhecimento veio da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (United Nations Framework Convention on Climate Change – UNFCCC) relacionado aos trabalhos realizados no âmbito da reunião de Koronivia para a agricultura.

Segundo os estudiosos do tema, a agricultura de precisão e tecnologia baseada na ciência têm levado o Brasil a colher cada vez mais, em áreas cada vez menores.

A matéria narra que a ILPF (integração lavoura-pecuária-floresta) e a agricultura de precisão com tecnologia de ponta elevaram o Brasil a uma das nações mais produtivas do mundo, consagrando-se um dos maiores exportadores de commodities do planeta.

O agronegócio brasileiro é reconhecido como uma das peças importantes no tabuleiro global dos impactos das mudanças climáticas e pode contribuir para diminuir a fome no planeta.

Trata-se de uma significativa vitória brasileira que tem no agronegócio a mola mestra do desenvolvimento nacional.

O desenvolvimento da atividade agrícola brasileira, acaba de ser citado em um importante relatório do secretariado da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (United Nations Framework Convention on Climate Change – UNFCCC), relacionado aos trabalhos realizados no âmbito da reunião de Koronivia para a agricultura. O UNFCCC é o tratado internacional resultante da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento. O Koronivia uma instância importante nas negociações sobre agricultura, dentro da UNFCCC, que busca valorar a importância da agricultura e da segurança alimentar na agenda de mudanças climáticas.

“Trata-se de uma citação importante para o Brasil, porque representa o reconhecimento do valor da pesquisa agropecuária em benefício do desenvolvimento nacional, que dá visibilidade à ciência agrícola brasileira como referência mundial”, diz Gustavo Mozzer, pesquisador da Embrapa (Empresa de Pesquisa Agropecuária Brasileira), que integra a equipe do Polg (Núcleo de Políticas Globais) da gerência de relações estratégicas internacionais da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas, responsável pela coordenação do trabalho, com o apoio do Portfólio de Mudança do Clima.

A ILPF (integração lavoura-pecuária-floresta) é citada como a responsável por contribuir com a segurança alimentar e o desenvolvimento socioeconômico no Brasil. A agricultura de precisão e a tecnologia baseada em ciência são reconhecidas por elevarem a produtividade e reduzirem em 50% o preço dos alimentos. O conjunto da obra contribui para a segurança alimentar, o desenvolvimento sustentável e a renda dos agricultores.

O secretariado da UNFCCC destaca no texto que a produtividade brasileira aumentou 386% e a área agrícola apenas 83%. Isso significa a preservação de 120 milhões de hectares de floresta. “A chave para isso foi o investimento do Brasil em políticas públicas relevantes e tecnologia de base científica”, diz o texto, ressaltando a promoção da agricultura, baseada na intensificação sustentável, a inovação tecnológica, a adaptação às mudanças climáticas e a conservação dos recursos naturais. Ainda de acordo com o relatório, “o Brasil pretende continuar esses esforços e usar oportunidades de cooperação intercâmbio de conhecimento e apoio multilateral como estratégias-chave para alcançar o desenvolvimento sustentável e a segurança alimentar”.

De acordo com Mozzer, no ano passado foram encaminhadas duas submissões ao processo de negociação na UNFCCC. Uma delas sobre temas relacionados à pecuária e aspectos socioeconômicos dos sistemas de produção agrícola e a segunda com foco no diálogo sobre terra e oceanos, e do reforço de ações voltadas à mitigação e adaptação às mudanças do clima que ocorreu durante a COP (Conferência das Partes) virtual no final de 2020.

O resultado do trabalho, coordenado pela Polg, assegura que os componentes científicos estratégicos para agricultura nacional e para a Embrapa sejam incorporados como elementos das negociações relacionadas à agricultura no contexto da negociação internacional sobre mudança do clima. “Em alinhamento aos interesses nacionais, isso tem dado visibilidade e o devido reconhecimento aos fundamentos científicos que caracterizam a tecnologia agrícola tropical desenvolvida pela Embrapa e outras instituições parceiras”, afirma Mozzer. “Em consequência, caminhamos para um reconhecimento do potencial de sustentabilidade do produto agrícola nacional.”

Parabéns aos nossos agropecuaristas, que investem e acreditam no Brasil do trabalho e da produção.

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