PF cumpre busca e apreensão no Instituto de Previdência dos servidores municipais



Os moradores de Luziânia, no Entorno de Brasília, acordaram cedo nesta manhã de quinta-feira, dia 25 de fevereiro, com o barulho dos carros oficiais da Polícia Federal rumo ao Instituto de Assistência e Previdência do Município (IPASLUZ), onde policiais cumpriram três mandados de busca e apreensão na operação que investiga gestão fraudulenta em fundo da previdência dos servidores municipais.

Conforme apuração feita pela PF, foi retirado dinheiro do instituto municipal de um fundo já consolidado, que atua com ativos de risco, e transferido para uma empresa inidônea, que pode comprometer a futura aposentadoria dos servidores municipais, uma vez que, de acordo com a polícia, não há perspectiva de rentabilidade. Os valores do investimento apurados na diligência ultrapassam os R$ 5 milhões.

A Polícia Federal detalhou, por meio de nota, que esses fundos já foram objetos de outras investigações. Os suspeitos adotam o mesmo modus operandi: a empresa de gestão de fundos de investimentos utilizava lobistas para captar clientes e negociar com eles em seu nome. Esses lobistas ficavam encarregados de oferecer o pagamento indevido de benefícios aos clientes, como forma de “convencê-los” a fechar o negócio. Os investigados, caso confirmadas as suspeitas, podem responder pelos crimes de gestão fraudulenta; participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro.


Outra investigação


O Ministério Público de Goiás, em Luziânia, ajuizou ação civil pública por improbidade administrativa, oferecendo denúncia contra o ex-prefeito Cristóvão Tormin, devido a nomeações irregulares para cargos comissionados na prefeitura. Na ação o MP requer, liminarmente, a indisponibilidade de bens do ex-prefeito no valor de R$ 2,7 milhões e pagamento de danos morais coletivos no valor de R$ 100 mil, assim como a ação penal pede a condenação ao pagamento de danos morais coletivos.

Conforme a ação, foram instaurados inquéritos civis para investigar sobre as contratações e nomeações “ilegais, fraudulentas e imorais” destas pessoas para ocuparem cargo ou função de assessor executivo em seu gabinete, porém que nunca exerceram suas funções. Também foram constatadas outras irregularidades, uma vez que não foram editadas lei e ato normativo relacionado às nomeações.

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