Prefeito mostra descompromisso com moradores e prioriza “afilhados”



O prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto (DEM), administra uma das cidades mais importantes do Entorno do Distrito Federal, mas até o momento seu governo “patina” na inércia de sua gestão. Nesse período de pouco mais de seis meses à frente do Executivo luzianiense o prefeito ainda não cumpriu seus principais compromissos de campanha com o luzianiense. Entre eles, talvez o mais aguardado, o transporte gratuito para os moradores, proposta que ficou no “esquecimento”.

Em uma de suas entrevistas concedidas, recentemente, a imprensa de Goiânia, o prefeito atribui o marasmo de seu governo a administração anterior, do primo Cristóvão Tormin, que foi afastado do cargo e retornou no final do governo. Segundo Diego Sorgatto, o primo ex-prefeito, “responsável por desviar de forma ilegal e imoral quase R$ 60 milhões, deixou os cofres do município sem nenhum recurso” (essa informação foi dada ao Jornal Opção do dia 27 de junho desde ano). Nessa mesma entrevista Sorgatto assegura que assessores de Cristóvão também foram beneficiados com o dinheiro desviado da Prefeitura, inclusive, o deputado estadual Wilde Cambão (PSD), à época “chegado” de Cristóvão, e que hoje, não se sabe por que motivo, afaga o atual prefeito Diego Sorgatto.

Em meio a tudo isso, a insatisfação do luzianiense pelo atual governo só cresce, e de forma absurda, os números de sua rejeição e impopularidade chegam a 76% como mostrou a última enquete feita pelo Jornal Online Repórter Político sobre a avaliação do atual governo. Em uma semana de enquete mais de 13 mil seguidores visualizaram a matéria, sendo que desse total, foram computados votos de hum mil e trezentos seguidores – uma amostragem que apresenta, nitidamente, que o atual gestor municipal não tem aprovação da maioria dos moradores, ou seja, está com sua popularidade derretendo. E a questão do transporte gratuito, a falta desse compromisso, é a principal queixa dos moradores.

O que mais intriga seus eleitores é que o tal “tempo novo” defendido pelo então candidato durante sua campanha ainda não chegou a sua administração, ao contrário, o prefeito segue com os mesmos vícios e erros do governo anterior. O portal da transparência do município mostra que 200 pessoas ocupam cargos no gabinete do prefeito de Luziânia, cujos salários variam de R$ 1,100 a R$ 6 mil. O documento aponta ainda que o gabinete de Sorgatto consome R$ 431,797,00 do município, sem contabilizar os salários do prefeito e de sua vice. Com esses dados é fácil se concluir que a maioria desses “servidores” estão em desvio de função ou em casa sem trabalhar.

O mesmo portal da transparência mostra ainda que o “escritório de representação de Brasília”, embora fechado, abriga um vereador derrotado nas últimas eleições municipais, mas que fatura R$ 4.500,00 e não trabalha.


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